quinta-feira, 23 de julho de 2015

River Plate e Tigres estão na final da Libertadores 2015


   River Plate e Tigres passam por Guarani e Internacional e estão na final da Libertadores. Ambos já se enfrentaram nessa edição do torneio na fase de grupos, com dois empates. Mesmo a equipe mexicana tendo a melhor campanha na fase de grupos que o River, a equipe argentina terá o direito de jogar a segunda partida da final em casa, pois no regulamento consta que a  segundo jogo da final tem que ser na América do Sul.
   O River Plate venceu a primeira partida contra o Guarani por 2 a 0, e foi até o Paraguai com a vantagem de até perder por um gol de diferença. A torcida '' Milionária'' invadiu o estadio defensores del chaco e no começo da partida, apenas se ouvia os argentinos cantar. Jogo com muita emoção e empate por 1 a 1 e alegria do argentinos por voltar a final da Libertadores depois de 19 anos.
   O Internacional conseguiu a vitoria no jogo de ida por 2 a 1, mas ficou o sentimento de que poderia ter sido mais por ter um jogador a mais por quase 45 minutos, apesar da boa atuação do Tigres no jogo. A equipe do México investiu 75 milhões de reais em reforços para esta etapa da competição, com a obsessão de ser o primeiro time mexicano a vencer a competição. Com estadio lotado e bom futebol, a equipe venceu o Inter por 3 a 1, e fará a final com o River.

   Guarani 1 x 1 River Plate


   Precisando do resultado, a equipe do Guarani precisava pressionar o time argentino, mas não tinha as características necessárias para empurrar River para o seu campo. Atuando no 3-4-3, o Guarani não encontrava espaços necessários no ataque e era dominado no meio campo por Kranevitter e Sánchez O time dirigido por Galhardo, variou o esquema no 4-4-2 e o 4-3-3, a equipe dominava o Guarani pelo lado direito do campo, e fechava na marcação dos alas do Guarani. As principais chances do primeiro tempo eram criadas pelo River, que sentisse em casa com 10 mil '' Milionários '' o estadio, que cantavam como se estivessem no Monumental de Nunez. Benitez era o único a criar oportunidades no ataque, e era a válvula de escape da equipe.


   Para o segundo tempo, os paraguaios adiantaram sua equipe junto ao seus alas, e conseguiram pressionar mais o River do que na primeira etapa, mas sofria muito com os contra ataques dos argentinos e jogo ficou muito aberto. A partida esquentou mais ainda quando Fernandez aos 16' abriu o placar empolgou sua torcida. Precisando apenas de mais um gol o Guarani atacava mais e perdeu uma grande chance quando Funes Mori salvou um gol quase em cima da linha. Com o time mais em cima, a defesa do Guarani abriu espaços e não demorou muito até Alario encobrir o goleiro Aguillar e recolocar o River na final da Libertadores.

Guarani 1 x 1 River Plate

16    Chutes    15
7    Chutes no gol    6
48%    Posse de bola    52%
85%    Passes certos    78%
17    Desarmes    12
14    Faltas    19



   Tigres 3 x 1 Internacional


   Mesmo com a vantagem de 2 a 1 no jogo de ida, o Internacional sabia que a vantagem era pequena e que poderia ter sido maior no Beira Rio. Precisando de um gol para dar tranquilidade, a equipe gaucha manteve a formação com os menos jogadores, apenas com Juan entrando na zaga, mas Aguirre trocou as posições de Valdívia, D'Alessandro e Lizandro Lopez, com o pensamento de Valdívia e Lopez ajudando na marcação pelos lados. Mesmo com a troca pensando em ajudar os seus laterais, não eu certo e foi nesses corredores pelas laterais colorados em que o Tigres chegava com 3 jogadores, abrindo a defesa do Inter. Dourado e Aranguiz não tinha espaços para sair jogando e ligar o ataque, e falhavam na marcação, onde Sobis e Gignac deitavam e rolavam nas costas dos volantes. Nilmar pouco fez, com apenas 5 passes no jogo, foi talvez o pior em campo junto a Geferson, o mesmo que em seu setor o Tigres abriu o placar o cruzamento de Damm e gol do Francês Gignac, livre de marcação para cabecear. No fim do primeiro tempo, Geferson acabou se atrapalhado e encobriu Alisson, marcando contra e vantagem ao mexicanos por 2 a 0.


   Mesmo na desvantagem, a equipe brasileira precisava de apenas um gol para levar aos pênaltis, mas faltava realmente muitas coisas para o Inter, o gol era apenas um detalhe perto da diferença das duas equipes. A reviravolta poderia ter vindo através da defesa de pênalti de Alisson, mas nem isso serviu de injeção de animo na equipe, que viu logo em Arévalo Rios marcar. O Inter fez algumas alterações em busca de melhorar sua equipe, mas quem chegava mais perto de marcar era o Tigres, que se não fosse Alisson, poderia ter sido 4,5.... A equipe gaucha até descontou no final com Lizandro Lopez, mas já era tarde, e o resultado final de 3 a 1, acabou não representando o que realmente foi o jogo e a superioridade do Tigres, que chega na final como favorito a taça

Tigres 3 x 1 Internacional

15    Chutes    12
6    Chutes no gol    4
54%    Posse de bola    46%
92%    Passes certos    86%
17    Desarmes    16
19    Faltas    16


Estatísticas: Footstats
Videos: Youtube

domingo, 19 de julho de 2015

Timão segura pressão do Galo e se iguala na liderança do Brasileirão





















   Corinthians e Atlético MG se enfrentaram no Itaquerão em duelo das primeiras colocações. O time mineiro em busca de se distanciar na liderança e o time paulista em igualar na pontuação do adversário, melhor para os corintianos que conseguiram a vitoria com o gol de Malcom, que viveu uma semana de polemicas com a suspeita de falsificar sua carta de motorista.
   Com a vitoria do Corinthians, o Timão e o Galo dividem a liderança com 29 pontos cada, com vantagem para o Atlético no saldo de gols. O Corinthians volta a campo na próxima rodada contra o Coritiba fora de casa, e o galo pega o figueirense diante de sua torcida .

   O Jogo


   Jogo entre as equipes mais dominantes no ano na arena Corinthians, equipes com muito volume de jogo e intensidade como gosta de argumentar Tite. Sem Jadson, o Timão entrou com Rildo em seu lugar, jogando na formação padrão da equipe o 4-1-4-1 com Rildo na esquerda e Malcom na direita. O Galo desfalcado de Maicosuel , começou jogando com Luan pelo lado direito, mas acabou sentido uma lesão aos 22' e foi substituto por Carlos. O time mineiro no seu tradicional 4-2-3-1, conseguiu fazer o que nenhuma outra equipe conseguiu, pressionar empurrar o Timão para a sua defesa jogando no Itaquerão. A equipe dominava o jogo e conseguiu criar mais chances que o time de Tite. Desarmando muito no meio campo e atacando pelos lados, o Galo era melhor que o Corinthians, que acabou contando com a ótima atuação de Walter para não sofrer gols.
   O Timão conseguia criar chances explorando os espaços deixando pelo Atlético, e foi nesses espaços que a equipe aproveitou em contra ataque puxado por Vagner Love pleo lado esquerdo dando o passe para o meio para Malcom marcar no fim do primeiro tempo.
   Na volta para a segunda etapa, a pressão mineira continuou, e o time do Corinthians atrás apenas esperando um contra ataque para matar o jogo. Muitas chances para o Galo, mas parou na muralha Walter, que foi o diferencial no jogo para dar a vitoria ao Timão.

Corinthians 1 vs 0 Atlético MG 

7    Chutes    16
3    Chutes no gol    8
47%    Posse de bola    53%
88%    Passes certos    87%
18    Desarmes    31
12    Faltas    15


Guerrero decide para o Flamengo em estréia no Maracanã


   Maracanã cheio pára ver a primeira partida de Guerrero diante da torcida do Flamengo, e o peruano não decepcionou, marcou e deu a vitoria a equipe rubro negra contra o Grêmio por 1 a 0. Apesar do volume de jogo e movimentação dos gremistas no primeiro tempo, faltou mais objetividade para o time que acabou falhando em sua defesa e Guerrero se aproveitou disso pára marcar.
   51 mil pessoas presente no estadio voltaram a ver o Flamengo vencer depois de 3 resultados negativos em casa, agora o time carioca subiu para 16 pontos e está na 13º, a equipe gaucha estacionou na 4º com 26 pontos. O Flamengo pega o Goias na próxima rodada, já o Grêmio vai jogar fora de casa contra o Criciúma pela Copa do Brasil.

   O Jogo


   Jogando no 4-1-4-1, o Flamengo dedicava exclusivamente seu ataque em torno de Guerrero, que se movimentava muito, e vinha buscar jogo pelos lados, mas a falta de organização da equipe prejudicava muito, que não conseguia dominar o meio campo e nem trocar passes. O Grêmio no seus já consolidado 4-2-3-1, com muita movimentação no ataque e pressão na saída de bola, dominava mais o jogo e desmoronava o sistema defensivo flamenguista com a movimentação de seus homens de ataque, mas o problema era a falta de finalizações da equipe. O Flamengo quando conseguia chegar ao ataque criava boas chances.
   O maior problema do flamenguista era a desorganização defensiva, Emerson não ajudava a marcar pelos lados, Wallace saia para marcar Luan e deixava um buraco no miolo de zaga. Apesar do domínio gaúcho, a defesa acabou falhando em uma jogada de bola parada, e a bola sobrou para Guerrero concluir.
   No segundo tempo, Roger fez alterações em suas equipes, mas não surgiu efeito, pelo contrario, o nível técnico da equipe caiu, e viu o Flamengo crescer no jogo e quase marcando o segundo gol  A efetividade do Flamengo acabou quebrando o domínio de posse de bola e controle do jogo do Grêmio, que teve um primeiro tempo melhor mas não conseguiu marcar, e na volta para a segunda etapa acabou sofrendo com a caída técnica da equipe e não teve forças para empatar.

Flamengo 1 vs 0 Grêmio

21    Chutes    6
8    Chutes no gol     1
40%    Posse de bola    60%
71%    Passes certos    80%
26    Desarmes    16
12    Faltas    11

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Inter e River fazem o dever de casa e vencem os jogos de ida na Libertadores

























   Depois de 49 dias sem Libertadores, Internacional, River Plate, Guarani e Tigres voltaram a campo em busca da vaga pela final. River e Inter fizeram a lição de casa e largaram na frente. O time argentino venceu por 2 a 0 e tem a vantagem de perder por um gol de diferença no Paraguai. O Inter aproveitou o bom inicio de jogo para fazer o resultado por 2 a 1, e um empate no México da a vaga ao time brasileiro.

   River Plate vs Guarani 


   Jogando no Monumental de Nunez lotado, a equipe do River jogou no 4-4-2, e tinha muita dificuldade em furar o bloqueio do Guarani que estava no 5-4-1. Muita tensão no primeiro tempo, o River Plate procurava jogar muito pelos lados do campo, mas o veterano Lucho Gonzalez não dava a velocidade necessária para furar as linhas de defesa do adversário. Apesar da retranca do time paraguaio, a equipe ao chegar ao ataque conseguia tocar muito bem a bola, mas faltava a chegada dos homens de lado do campo. As melhores jogadas feitas pelos argentinos, eram de bolas paradas, que são o ponto forte da equipe.


   Na volta para a segunda etapa, Galhardo fez a alteração que mudou completamente o jogo, tirando Lucho Gonzalez, e colocando Martinez, que deu a velocidade necessária para jogar nas costas do lateral paraguaio e criar boas chances pelo setor. O primeiro gol saiu no ponto forte da equipe argentina, escanteio cobrado e a bola sobrou limpa para Mercado marcar. Com o gol,o Guarani subiu sua marcação, e procurava ir mais a frente para buscar o gol de empate, mas em um passe de primeira e rápido de Alario que rompeu a linha de defesa dos paraguaios, Mora entrou na área e encobriu o goleiro Aguillar para decretar a vitoria.

River Plate 2 vs 0 Guarani

15   Chutes    5
5    Chutes no gol    0
75%   Passes certos    65%
60%   Posse de bola    40%
22   Desarmes    22
13   Faltas   18
7    Escanteios    2



   Internacional vs Tigres


   O Inter aproveitou que a equipe do Tigres estava a quase dois meses sem entrar em campo, e partiu para cima dos mexicanos em busca de fazer o resultado no começo, e deu certo, com menos de 15 minutos de jogo já estava com 2 a 0 no placar. Aproveitando a falta de tempo de jogo dos jogadores do Tigres, o Inter jogando no 4-4-2, começou colocando pressão na equipe e forçando erros, e com isso num erro de saída de bola de Arévalo Rios, a bola sobrou no pé de D'Alessandro para abrir o placar. A pressão continuou e Valdivia ampliou para os gaúchos. Com os 2 a 0, o Inter se acomodou um pouco na partida, e sentiu um pouco o cansaço, e com isso o Tigres avançava mais a frente, e jogava nas costas dos laterais do Inter, principalmente no de Geferson. O francês Gignac, que foi contratado a peso de ouro pelos mexicanos, se movimentava muito e abria a defesa do Inter. 
   O gol do Tigres saiu justamente nas falhas da defesa gaucha, que dava muito espaço pelos lados, e no cruzamento de Sobis, Ayala descontou para o Tigres.


   Faltava ao Inter a intensidade necessária para pressionar o Tigres, que apesar de sentir o longo tempo de inatividade, tinha mais técnica que o time brasileiro, que compensava isso com muita velocidade. A expulsão de Ayala deu mais espaços para o Inter, que mesmo com mais espaços para entrar na defesa adversaria, não tinha a intensidade e compactação precisa para empurrar o Tigres em sua defesa. Mesmo com algumas mudanças na equipe do Inter, a equipe continuou a mesma, e seguiu desta maneira até o fim do jogo.

Internacional 2 vs 1 Tigres

11    Chutes    7
6    Chutes no gol    4
90%    Passes certos     89%
54%    Posse de bola    46%
14    Desarmes    19
14    Faltas    22
8    Escanteios    2



segunda-feira, 13 de julho de 2015

Atlético MG, Grêmio e Sport : Futebol moderno no Brasileirão 2015























  O futebol brasileiro passa por uma fase de discussão sobre sua estrutura, geração de jogadores, treinadores e modernidade. Depois do 7 a 1 da ultima Copa do Mundo, muito tem se falado mas pouco tem sido feito, por causa de pensamentos retrogrado e da falta de boa vontade de inovar e mudar.
   Um dos maiores problemas dentro de campo, é o pensamento ainda antigo dos treinadores, que ficam ligados as suas filosofias de trabalho dos anos 90' e não procuram se adequar ao futebol atual. A Seleção é um dos reflexos do estagio atual, e para que aja uma mudança, a base e o campeonato brasileiro são prioridades para uma transformação. Jogar de maneira compacta, veloz, mobilidade e intensidade, são essências no futebol moderno, e algumas equipe tem apresentado essas características .
   Vamos analisar as equipes que estão adaptando esse conceito moderno de jogar futebol para as suas equipes, e conseguindo fazer boa campanha nesse Brasileirão

   Atlético Mineiro


   O atual campeão da Copa do Brasil, não chega a ser uma surpresa no campeonato, e sim um dos favoritos ao titulo. Comandado por Levir Culpi, a equipe começou atuando no torneio no 4-1-4-1, mas com algumas lesões o treinador retornou para o esquema 4-2-3-1. No 4-1-4-1, a diferença da equipe tem nome e sobrenome, Rafael Carioca, uma das boas surpresas nessa Brasileirão que vem se destacando não apenas por suas funções defensivas e táticas, e sim pela chegada ao ataque armando a equipe, como um volante moderno, que não apenas marca, mas que sabe armar e passar a bola com qualidade




Ilustração da chegada de Rafael Carioca ao ataque, armando a equipe com 5 jogadores a sua frente, dando muitas opções de jogadas.

   O galo de hoje joga de maneira rápida,  ofensiva e com muita movimentação, dando muito trabalho para a defesa dos adversários. Intensidade é a palavra chave para a equipe, que do mesmo jeito que chega ao ataque, volta para o ataque e massacra na transição defesa-ataque nos contra ataques.

   Grêmio


   Roger assumiu a equipe gaucha com a missão de organizar montar a equipe sem reforços, apenas com os jogadores que já estavam no elenco, e o treinador conseguiu dar uma nova cara para o time.Jogando no 4-2-3-1, com muita chegada dos volantes ao ataque e fazendo a saída de bola com qualidade, muita velocidade no ataque e Douglas com o toque de qualidade para as finalizações. Muita movimentação e recomposição defensivas, foram as mudanças cruciais de Roger para a melhoria da equipe.


Vemos na imagem a chegada ofensiva que diferencia a equipe gremista, muita movimentação e velocidade para entrar nas defesas adversarias. Sem guardar posições e com enfiadas de bola, são as chegadas mais executadas pelo time


Outro fator de destaque é a recomposição defensiva. Como Douglas é um jogador lento e tem dificuldade para marcar, Luan recua para o meio, deixando Douglas a frente como um centroavante, e nos contra ataques  Douglas é acionado na frente, e com a bola espera a ultrapassagem de seus companheiros pelos lados para executar o passe

   Sport


   Eduardo Baptista é o treinador com mais tempo no comando de uma equipe na Serie A, com 1 ano e 6 meses. Desde do começo do ano perigando em ser demitido, Eduardo continuou no comando, e conseguiu bons resultados chegando a estar em primeiro lugar na tabela. Com ótimos reforços como Diego Souza, André, Maikon Leite e Marlone, a equipe jogando no 4-4-2, tem a compactação como a chave de seu sucesso, e a chegada com qualidade do volante Rithely.


Compactação defensiva mostra a organização tática da equipe com seus 10 homens de linha encurtando o espaço para a equipe adversaria. 


Marcação dos homens de frente, retendo a bola dos volantes do time adversário  e construindo o contra ataque


Seguindo, o contra ataque letal com o roubo de bola no meio campo, pegando o outro time desorganizado e armando um ótima jogada ofensiva.

   Como destacamos, cada uma dessas equipe alinha essências do futebol moderno ao seus estilo de jogo, cada uma jogando de maneira diferente mas  conseguindo obter resultados e se sobre saindo contra os adversários. Intensidade, movimentação, recomposição e compactação   são os elementos que estão se mostrando presentes nos times nesse campeonato, que coincidentemente estão ocupando as primeiras posições na tabela, e mostrando a capacidade de seus treinadores, o que será muito necessários para a melhora do campeonato. 

sexta-feira, 10 de julho de 2015

O Carrossel Holandês : Veja a seleção que inspirou Guardiola e o futebol moderno

   Se você gosta do estilo de jogo das equipes de Guardiola, Espanha, Alemanha, você provavelmente iria gostar da seleção holandesa de 1974. Esta representada na foto acima, foi a primeira equipe a revolucionar e jogar o ''futebol total''. Ao longo da historia do futebol, muitas equipes marcaram época por suas inovações e conquistas, como o a Argentina dos anos 40', a Hungria de Puskas, o ferrolho suíço, a Inglaterra de 1966, o Brasil de 58 e 70, e etc... Mas a Holanda de 74, inovou pelo novo estilo de jogo, que foi criado pelo treinador de Rinus Michels em seus anos de Ajax, em que foi tricampeão europeu em 71,72 e 73.
   Com uma ótima geração de jogadores no Ajax, o treinador implantou um novo estilo de jogo, com troca de passes, muita movimentação, pressão na saída de bola, compactação, posse de bola e nenhum ogador guardando posição, jogando o famoso futebol total. As outras seleção acostumadas com um jogo mais lento, de espaços e sem compactação, sofreram um choque ao entrar na Copa do Mundo de 1974 e ver o time holandês com o novo estilo de jogo que passou por cima de seus adversários. Representação disso foi o 4 a 0 sobre a Argentina na Copa


   A surpresa era tanto das seleções e da imprensa, que os analistas não conseguiam desenhar o esquema tático dos holandeses por causa da movimentação e troca de posições de seus jogadores, e por isso a equipe foi apelidada de Carrossel Holandês.
   O time holandês era liderado dentro de campo por uma das lendas do futebol mundiall Cruyff,  que atuava na posição de falso 9, muito parecido com a que Messi jogava em 2011. 
   A laranja mecânica encantou na Copa de 74, vitoria sobre o Uruguai, Argentina, Brasil e Alemanha Oriental, credenciaram a equipe como favorita na final, mesmo sendo contra os donos da casa, a Alemanha Ocidental. Mas os alemães de Beckenbauer e Muller , conseguiram neutralizar o Carossel e se tornarem os campeões do mundo, mas até hoje, o que mais se lembra desta Copa, não são dos campeões, e sim dos vices campeões com suas inovações de jogo que inspiraram varias equipes de hoje.


   A laranja mecânica jogando no 4-3-3, com Cruyff  de 9 falso e se movimentando por todo ataque e pelo meio campo, o time com muita compactação e movimentação dos jogadores, sem nenhum atleta '' guardando '' posição, reduzindo os espaços do adversário, e essa foi uma das maiores dificuldade do futebol brasileiro na época, que estava acostumado a jogar com muitos espaços e propor seu jogo, estilo que ia de total encontro ao estilo brasileiro. 
   
   Pressão - 

   Como dizia o gênio Cruyff '' Com espaços qualquer um joga futebol '' e com isso a Holanda pressionava o inimigo em seu campo, dificultando a saída de bola. na imagem acima vemos 6x6, com os holandeses melhor posicionados e roubando logo a posse de bola dos uruguaios.

   Marcação -

    Jogando compacto, diminuindo o campo ao adversário, sempre muito bem alinhado,, o futebol moderno foi se construindo ali. Todos marcam e todos vão ao ataque, vemos acima TODOS os jogadores da equipe holandesa na foto, cada um cumprindo sua função tatica na marcação.

   Construção de jogadas -


    Como estávamos falando, TODOS marcam e TODOS atacam, com muitos jogadores no campo de ataque e com a manutenção da posse de bola, os times adversários acostumado a apenas se defender com no máximo 5 jogadores, se deparavam com um pelotão a sua frente, e tinham muita dificuldade em conseguir combinar sua marcação, prova disso é na imagem que mostra 6 holandeses contra 5 uruguaios, e muita liberdade para a construção de seus jogadas  


   Resultado disso, defesa uruguaios aberta e desorganizada e facilidade dos holandeses em marcar, chegando com 5 homens contra 3 uruguaios que estavam muito longe de quem deviam marcar.

   O que se tira de tudo isso, é a maneira coletiva e tática que os holandeses nos mostraram de como envolver todos os seus jogadores em jogadas de ataque e defesa, proporcionando um futebol total e com a participação de todos. Essa foi uma das escolas que inspiraram o futebol moderno que encantou a todos, como o Barcelona de 2011. E que apesar de não ter uma conquista de Copa do Mundo, é uma das mais importantes contribuições pro futebol hoje, do que muitas seleções que foram campeões.



    Escalação : Jongbloed;  Suurbier,  Haan,  Rijsbergen e  Krol;   Jansen,  Neeskens e  Hanegem;  Rensenbrink,  Cruyff e Rep. Técnico: Rinus Michels.


terça-feira, 7 de julho de 2015

Olhar no passado para resolver o presente: Melhores Seleções do Brasil Parte 2


   Continuando...

   1994



   Comandados por Parreira e Zagallo, a equipe brasileira ainda tinha craques em seus grupo, mas bem menos do que as gerações passadas. Privilegiando a parte defensiva em um esquema burocratico no 4-4-2, a equipe procurava se fechar atrás, e  Bebeto e Romário decidindo no ataque. Muito obediência tática e estrategia, está pode ter sido a seleção que menos jogou um futebol bonito, mas jogou um futebol muito seguro competitivo. Os gols brasileiros saiam em jogadas de Bebeto e Romário e pelas jogadas de bola parada. No fim das contas, a seleção foi avançando na competição sempre no limite e com jogos sofridos, tanto que na final o Brasil venceu nos pênaltis a Itália, sendo a primeira final de Copa do Mundo decidida nas penalidades.

5 vitorias e 2 empates
11 gols feitos e 3 sofridos 
Romário artilheiro com 5 gols  

   

   2002


   Vindo de duas finais seguidas de Copa do Mundo e de Eliminatórias turbulentas, O técnico Felipão vinha de grandes conquistas com Grêmio e Palmeiras e acabará de assumir o Brasil. A seleção contava com muitos problemas para a Copa, Ronaldo vinha de graves lesões e era uma incógnita, e Romário acabou não sendo chamado para o torneio. Mesmo com algumas desconfianças,  Felipão conseguiu encaixar a equipe em um esquema nunca usado antes pelo Brasil, o 3-5-2/3-4-2-1, blindando a defesa e contando com o trio de ataque para fazer os gols, um esquema bem parecido com o de 1994, mas que com mais ofensividade. 
   Formando a família Scolari, a equipe tinha muitos talentos, Como o Ronaldo, Ronaldinho e Rivaldo, e contando com os dois melhores laterias do mundo na época  Cafu e R. Carlos, que tinha muita liberdade para ir ao ataque.
   Ao contrario  do que se previa, a seleção marcou muitos gols e e foi a unica seleção a vencer 7 jogos pela Copa do Mundo no formato moderno de disputa. Lances antológicos marcaram essa edição da participação brasileira, como Golaço de Ronaldinho de falta, dribles de Denílson,  e a volta por cima do Fenômeno Ronaldo que chegou desacreditado na Copa, mas que provou ser um dos melhores jogadores da historia marcando 2 gols na final e apagando a imagem da final de 1998.

7 vitorias 
18 gols feitos e 4 sofridos
Ronaldo artilheiro com 8 gols 



   
   2006




   
    O que esperar de uma seleção que é atual campeão do mundo, vindo de duas vitorias em finais pela Copa América e Copa das Confederações em cima da Argentina, ter uma seleção com craques como Ronaldo, Ronaldinho, Kaká, Adriano, Cafu, Roberto Carlos, Dida e etc... Uma seleção que tem entre seus jogadores 6 bolas de ouro, mas que talvez por isso a seleção não tenha tido a vontade, o sangue e o comprometimento que faltava para a conquista do Hexa. Uma seleção com muitos remanescentes do ultimo torneio e com o treinador Parreira, que também  já havia vencido a competição. O Brasil na Copa do Mundo de 2006 tinha tudo para mostrar um futebol arte que todas a pessoas esperavam, uma seleção que era comparada a seleção de 1970, mas que acabou indo a Alemanha a passeio.
   O badalado quadrado magico acabou não funcionado, a equipe não jogou o esperado em nenhum jogo, e acabou sendo eliminada pela França de Zidane, que fez um dos melhores apresentações da historia com direito a chapéu de joelho em cima do Ronaldo.
    A passagem da seleção neste post, está pelo potencial e pelas feitos que essa seleção fez nos anos anteriores, pois olhando no papel era uma das melhores times das historia, mas que acabou não jogando tudo que podia pelas festas de Ronaldinho, descomprometimento de Adriano e pela péssima forma física de Ronaldo.

4 vitorias e 1 derrota
10 gols feitos e 2 sofridos
Ronaldo artilheiro com 3 gols





   Seleção atual - 


   O Brasil vive uma carência de jogadores, organização e retrocesso futebolístico. O falta tem falta de camisa 10 e 9, mas ainda temos bons jogadores para formar uma seleção forte e o que precisa é de uma mudança de pensamento e vontade de mudar. Esta formação do 4-1-4-1, uni a modernidade tática com os melhores jogadores brasileiros que temos hoje. Melhorando a saída de bola da equipe com Luiz Gustavo,  com jogadores rápidos e que possam trocar passes e uma equipe com muita mobilidade no ataque, é possível sim armar uma equipe forte e competitivo. Mas o problema principal do futebol brasileiro não é o de dentro de campo, mas sim o fora das 4 linhas, e que  seja prioridade agora para que no futuro se resolva o de dentro de campo